O Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN), entidade do Sistema Fecomércio RN, realiza, ao longo de setembro, uma programação voltada à promoção da saúde mental, valorização da vida e autocuidado. A iniciativa integra o Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e a importância do cuidado com a saúde mental. As ações acontecem em Natal, Mossoró e Caicó, incluindo atividades nas unidades móveis Sesc Saúde Mulher e OdontoSesc, e devem beneficiar diretamente mais de mil pessoas.

A mobilização reúne diferentes áreas, projetos e serviços da instituição, ampliando o diálogo sobre saúde mental entre crianças, adolescentes, adultos e pessoas idosas. Palestras, rodas de conversa, atividades físico-esportivas e ações educativas compõem a programação, desenvolvida em espaços de saúde, educação, convivência e atividade física já frequentados pelos públicos atendidos pelo Sesc RN.

A programação reforça que a saúde mental integra o cuidado com a saúde e requer atenção permanente, para além da mobilização realizada em setembro. Escuta, acolhimento, autocuidado, fortalecimento dos vínculos sociais e busca por ajuda profissional quando necessária estão entre os temas trabalhados ao longo das atividades.

Programação para todos os públicos

A programação reúne tanto atividades abertas ao público quanto ações direcionadas aos públicos atendidos pelos projetos e serviços do Sesc RN. Crianças e adolescentes do Sesc Cidadão participarão de rodas de conversa em Natal, Mossoró e Caicó, com atividades voltadas especialmente ao autocuidado, ao diálogo e à importância de pedir ajuda. Para as pessoas idosas acompanhadas pelo Trabalho Social com a Pessoa Idosa (TSPI), estão previstas palestras e rodas de conversa nas três cidades.

Em Caicó, no dia 23 de setembro, às 8h, a psicóloga Rita de Cássia Dantas de Oliveira conduzirá uma roda de conversa sobre promoção da saúde mental, na Sala Multiuso do Sesc Seridó. A atividade terá 60 vagas e reunirá diferentes públicos atendidos pela unidade.

A programação também chegará aos alunos de hidroginástica, dança, mix fitness e natação por meio de ações integradas às atividades do Desenvolvimento Físico-Esportivo (DFE). Durante todo o mês, a Unidade Móvel Sesc Saúde Mulher, instalada no Sesc Mossoró, em frente à Clínica Integrada, e o OdontoSesc, no estacionamento externo do Sesc Caicó, realizarão orientações, rodas de conversa e ações de sensibilização nos momentos de acolhimento e espera dos atendimentos.


Apodi confirmou, neste sábado (19), que está fechado com Walter Alves para deputado estadual. Em um grande encontro da Nação Bacurau, uma multidão declarou apoio ao candidato que, ao longo da sua trajetória como deputado estadual e federal, destinou mais de R$ 16 milhões em recursos para Apodi.

O encontro foi promovido pelo ex-prefeito Alan Silveira e pelo vereador Ronaldo Adriane e reuniu o ex-senador Garibaldi Filho, a ex-prefeita Gorete Silveira, lideranças políticas e centenas de apoiadores de Walter Alves.

Durante o evento, Walter destacou a relação histórica da família com Apodi e lembrou que o compromisso com o município começou ainda na gestão do então governador Garibaldi Filho, responsável pela construção da Barragem de Santa Cruz, uma das principais obras de infraestrutura hídrica da região e do estado.

“Minha história com Apodi começou com meu pai, que construiu a maior obra dessa cidade, que é a Barragem de Santa Cruz. Depois, como deputado estadual e federal, destinamos mais de R$ 16 milhões para Apodi em obras e investimentos nas áreas de saúde, turismo, infraestrutura e outras áreas. Eu desafio qualquer outro candidato a apresentar mais trabalho do que esse palanque já fez por Apodi”, afirmou Walter.

O candidato também destacou ações mais recentes. Como vice-governador, Walter participou da articulação para a destinação de 50 casas do programa Minha Casa, Minha Vida para o município, ampliando a atuação em favor das famílias de Apodi.

Para Walter, o apoio recebido no encontro representa o reconhecimento de uma história construída com trabalho e investimentos. “Apodi sabe quem esteve presente, quem ajudou a trazer recursos e quem trabalhou pelo município. Essa é uma história que vem de muitos anos e que queremos continuar na Assembleia Legislativa, defendendo Apodi e todo o Rio Grande do Norte”, declarou.

O Governo do Rio Grande do Norte sancionou, na sexta-feira (18), a lei que cria o “Programa Estadual de Combate aos Haters” nas redes de ensino público e privado do Estado. A iniciativa prevê ações educativas para estudantes dos ensinos fundamental e médio e estabelece medidas contra práticas de violência no ambiente digital.

🔎 Hater é a pessoa que usa a internet, as redes sociais ou outros meios digitais para atacar, humilhar, intimidar ou ofender alguém de forma intencional. Esses ataques podem causar sofrimento e atingir a vítima tanto emocionalmente quanto psicologicamente.

De acordo com a lei (nº 12.878), o programa tem como objetivo conscientizar a comunidade escolar sobre os efeitos dos ataques virtuais, as formas de prevenção e os meios de apoio às vítimas. A medida foi publicada no Diário Oficial no sábado (19).

A legislação considera hater a pessoa que pratica, de forma intencional e individualmente ou em grupo, atos de violência por meio da internet, redes sociais, sites ou outras plataformas digitais, com o objetivo de intimidar, agredir, causar sofrimento ou humilhar alguém.

Objetivos

A lei também assegura às vítimas acesso prioritário a serviços públicos de assistência médica, social, psicológica e jurídica. O atendimento poderá ser oferecido por meio de convênios.

Entre os objetivos do programa estão:

  • Informar a comunidade escolar sobre as formas de violência digital e suas consequências;
  • Estimular a reflexão dos estudantes sobre a prática;
  • Orientar sobre os meios de auxílio às vítimas;
  • Reforçar o respeito aos direitos humanos e à individualidade;
  • Combater formas de discriminação.

 

Instituições terão que registrar e retirar ofensas

As instituições públicas e privadas que mantêm páginas na internet ou perfis em redes sociais deverão observar as regras previstas no Marco Civil da Internet e em outras legislações aplicáveis.

Em caso de comentários ou outras formas de violência digital nas páginas, as instituições deverão registrar o conteúdo para fins de comprovação e, em seguida, retirar as ofensas das plataformas. A ocorrência também deverá ser comunicada imediatamente aos órgãos públicos competentes.

O descumprimento da lei poderá resultar em multa de 1 mil a 5 mil UFIR/RN (Unidade Fiscal de Referência), considerando as características da instituição e as circunstâncias da infração.

Em caso de reincidência, o valor da multa será aplicado em dobro. A legislação estabelece que a punição deverá levar em conta a gravidade das consequências e ter caráter pedagógico.

A lei também prevê a aplicação de multa à pessoa física identificada como responsável pela prática, observadas as regras de capacidade jurídica previstas no Código Civil.

Uma idosa de 66 anos morreu na tarde deste sábado (19), no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, após ser atingida por um disparo de arma de fogo na porta de casa, em Assú, na região Oeste do Rio Grande do Norte.

A vítima foi identificada como Maria de Fátima de Oliveira Silva. Segundo a Polícia Militar, o caso aconteceu por volta das 11h da sexta-feira (18), no bairro São João. A mulher estava em casa quando foi chamada à porta por um homem que seria alvo de uma tentativa de homicídio.

Ao atender ao chamado, a idosa foi atingida por um disparo. De acordo com familiares, o tiro atingiu a região da cabeça. O homem que seria o suposto alvo da tentativa de homicídio também foi atingido pelos disparos. A Polícia Civil vai investigar o caso.

Maria de Fátima foi socorrida por um neto, que a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Assú. Depois, ela foi transferida, por volta das 16h da sexta-feira, para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró.

A mulher permaneceu internada e entubada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na tarde deste sábado (19).

João Batista da Silva, cunhado da vítima, disse que “Fatinha”, como era mais conhecida, era uma pessoa querida na rua onde morava e costumava ajudar os vizinhos.

“É muito revoltante, não só para família, mas para os vizinhos. Lá a rua está fechada, porque o movimento do povo, tudo revoltado. (…) não é porque é a minha cunhada não, mas todo mundo conhece ela, todo mundo ama ela naquela rua”, afirmou.

Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

Assim como havia ocorrido às vésperas da Copa do Mundo de 2026, Wesley (ex-atleta do Flamengo) foi cortado da Seleção por conta de uma lesão. 

A CBF não detalhou o problema enfrentado pelo atual lateral-direito da Roma (Itália). O técnico Carlo Ancelotti chamou Vanderson, do Monaco, para compor a lista da Seleção Brasileira para os amistosos da data Fifa.

Os dois primeiros amistosos do Brasil serão na Austrália, contra a seleção da casa. No próximo dia 25, o jogo está marcado para 7h (horário de Brasília), no Queensland Country Bank, em Townsville. Quatro dias depois, as equipes se enfrentam no Suncorp Stadium, em Brisbane, no mesmo horário.

Da Austrália, a delegação brasileira vai para a Índia. O duelo com os anfitriões será no dia 3 de outubro, às 11h, no Salt Lake Stadium, em Calcutá.

A trinca de amistosos abre o ciclo da seleção verde e amarela rumo à Copa do Mundo de 2030, que terá seis sedes: Espanha, Portugal, Marrocos, Argentina, Paraguai e Uruguai. O Brasil vem de uma eliminação nas oitavas de final do Mundial deste ano, realizado em Estados Unidos, México e Canadá.

Entre os 26 convocados por Ancelotti para os jogos contra Austrália e Índia, nove estiveram na última Copa, entre eles os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães, o lateral Douglas Santos, os volantes Bruno Guimarães e Danilo Santos e os atacantes Endrick, Rayan, Raphinha e Vinícius Júnior.

É neste sábado, a partir das 16h, que o Projeto Circulação Trapiá – Circuito de Apresentações de Artes Cênicas, tem a sua culminância, em Natal, depois de circular por cidades do Rio Grande do Norte como Santa Maria, Brejinho, Caraúbas, Sítio Novo e Messias Targino.

O teatro de bonecos com a Trapiá Cia Teatral, a mágica do Capitão Jack e a dança contemporânea do Jurema Coletivo de Dança, tem apresentações gratuitas, com tradução em LIBRAS, a partir das 16h, na Associação Cultural do Bom Pastor, de Natal.

“A criança que vê a mágica pela primeira vez guarda aquele espanto como uma sementinha. Vejo alguns idosos que assistem à dança contemporânea, com um olhar de admiração e se emocionando. E o teatro de bonecos, muitas vezes diz o que ninguém tem coragem de dizer de frente, trazendo até críticas sociais, e por isso comove tanto quem assiste”, diz Thalyne Yuri, do Jurema Coletivo de Dança.

Em todas as cidades, o projeto leva a arte às praças e outros espaços que já tem uma identidade com o povo do lugar, favorecendo a espontaneidade e maior interação do público.

“Levar essas linguagens para espaços públicos também é um gesto de democratização. E o Circulação Trapiá é especial por reunir públicos tão diferentes, de todas as idades, no mesmo espaço, vivendo a mesma experiência. Bom seria se os governantes apoiassem mais projetos como esse”, comenta Thalyne Yuri.

O projeto Circulação Trapiá – Circuito de Apresentações de Artes Cênicas, é uma realização da Associação Cultural Trapiá, através da Funarte e Ministério da Cultura, com apoio das prefeituras de Caraúbas, Messias Targino, Sítio Novo, Santa Maria, Brejinho, e Associação Cultural do Bom Pastor, em Natal.

Um homem foi condenado pelo 3º Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher pelos crimes de violência psicológica e vias de fato contra a ex-companheira, no contexto de violência doméstica e familiar. A sentença foi proferida após denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

Segundo os autos, os episódios ocorreram entre setembro de 2022 e abril de 2023. O casal tem uma filha. Durante o período, o homem teria adotado uma série de comportamentos para intimidar e constranger a ex-companheira, incluindo invasão da residência dela, abordagens em locais públicos e agressões na presença da filha.

Em setembro de 2022, o acusado procurou o então namorado da vítima para perguntar se ele estava “realmente ficando” com ela.

Três meses depois, entrou na residência da ex-companheira sem autorização, foi até o quarto onde ela dormia e pegou o celular dela. Antes de deixar o imóvel, pediu à diarista que não contasse à mulher que ele havia estado no local.

Em março de 2023, durante uma festa em Goianinha, o homem voltou a abordar a ex-companheira e perguntou: “Onde está seu namorado agora?”. Segundo a denúncia, a situação fez com que ela deixasse o evento.

No mês seguinte, ele foi até a academia onde a mulher treinava e passou a gritar diante de outras pessoas: “Por que você não deixa eu ver a minha filha?” e “Você não está deixando eu ver a minha filha na Páscoa”.

Ainda em abril, no estacionamento do condomínio onde a vítima morava, o homem voltou a abordá-la, gritou com ela na presença da filha do casal e empurrou uma bolsa contra o corpo dela.

A denúncia relata ainda que o réu procurava pessoas do convívio da vítima para obter informações sobre a rotina dela e dizia a terceiros que havia sido ele quem havia terminado o relacionamento.

Perseguição

O MPRN também pediu a condenação pelo crime de perseguição. A juíza Suzana Paula de Araújo, porém, entendeu que não havia provas suficientes para caracterizar o delito.

Na sentença, a magistrada afirmou que, para configurar perseguição, seria necessária a demonstração de habitualidade e reiteração de condutas capazes de restringir a liberdade de locomoção e a privacidade da vítima.

Em relação aos crimes de violência psicológica e vias de fato, a juíza considerou que autoria e materialidade foram comprovadas pelo conjunto de provas.

A defesa alegou contradições nos depoimentos e insuficiência de provas, mas os argumentos não foram acolhidos.

A magistrada também destacou que crimes de violência doméstica costumam ocorrer sem testemunhas e que o depoimento da vítima tem especial relevância quando apresenta coerência e está de acordo com os demais elementos do processo.

Sobre a violência psicológica, a juíza afirmou que não é necessária prova pericial para comprovar o dano emocional, que pode ser demonstrado por testemunhas, documentos e pelo depoimento coerente da vítima.

O homem foi condenado a seis meses de reclusão pelo crime de violência psicológica e a 28 dias de prisão simples pelo crime de vias de fato. As penas deverão ser cumpridas inicialmente em regime aberto.

Além da condenação criminal, ele deverá pagar R$ 3 mil à vítima por danos morais.

O candidato a deputado estadual Walter Alves e o ex-senador Garibaldi Filho cumpriram, nesta sexta-feira (18), uma intensa agenda pela região Potengi. Ao longo do dia, eles visitaram os municípios de Senador Elói de Souza, Lagoa de Velhos, Ruy Barbosa e São Paulo do Potengi, onde encerraram a programação com uma grande reunião que reuniu centenas de apoiadores.

Durante a tarde, Walter e Garibaldi foram recebidos por lideranças locais e pela população dos municípios visitados. As manifestações de apoio reforçaram a presença de Walter na região e o reconhecimento pelo trabalho realizado ao longo dos anos em benefício dos municípios do Potengi.

Em São Paulo do Potengi, a agenda terminou com uma grande mobilização política. Walter e Garibaldi foram recebidos pelo vice-prefeito Lucas Macedo (MDB) e por lideranças locais em uma reunião que reuniu centenas de pessoas e confirmou o apoio à candidatura de Walter Alves para deputado estadual.

Em seu discurso, Garibaldi destacou a emoção de retornar a São Paulo do Potengi, cidade que guarda uma relação especial com sua trajetória política e com a história de Monsenhor Expedito, religioso conhecido pela luta pelo acesso à água no Rio Grande do Norte.

Walter Alves agradeceu a recepção e as manifestações de apoio ao longo da agenda. Ele também renovou o compromisso de continuar trabalhando por São Paulo do Potengi e por toda a região.
“Quero agradecer a cada pessoa que nos recebeu hoje. Esse carinho aumenta ainda mais a nossa responsabilidade. Tenho um compromisso com São Paulo do Potengi e com toda a região Potengi, e quero continuar esse trabalho na Assembleia Legislativa”, afirmou.

Agenda

Walter e Garibaldi continuam a agenda deste fim de semana visitando as regiões Oeste e Agreste. Hoje (19), eles estarão em Apodi e Pilões. Amanhã (20), os compromissos de campanha serão em Serra de São Bento, Monte das Gameleiras e Nova Cruz.

Cada vez mais jovens têm buscado ajuda para largar a dependência de bets, avalia Luiz Carlos*, integrante de um grupo de apoio para pessoas com problemas de jogo, a irmandade Jogadores Anônimos. Segundo ele, já é comum encontrar adolescentes na faixa de 14 anos procurando ajuda para conter o vício.

“Hoje quem chega à irmandade é muito jovem. Já chegou até de 14 anos acompanhado pelo psiquiatra. Mas chegam jovens de 15, 16, 19, 20 anos, até 30, 35 anos”, conta ele.

“Hoje quem chega à irmandade é muito jovem. Já chegou até de 14 anos acompanhado pelo psiquiatra. Mas chegam jovens de 15, 16, 19, 20 anos, até 30, 35 anos”, conta ele.

O jovem Gustavo Pereira é um dos que enfrentaram graves problemas financeiros e de saúde mental por conta da compulsão por bets. Atualmente com 24 anos de idade, ele começou a fazer apostas online aos 18 anos. Em um período de seis anos, chegou a perder meio milhão de reais por causa do vício.

“Ganhava muito bem na época, já fiz R$ 10 mil virarem R$ 300 mil, já fiz bancas inimagináveis, fiz R$ 10 mil virarem R$ 200 mil, R$ 240 mil, e perdi tudo. Então o dinheiro começou a perder valor para mim, eu comecei a perder a dimensão do dinheiro, na minha conta não tinha todo aquele valor, mas lá na bet tinha, e o vício faz isso, te enche de ganância”, diz o jovem.
Gustavo conta que está há cerca de dois meses sem apostar e tenta recomeçar a vida vendendo café nas ruas de Lages (SC). Ele mantém um perfil no Instagram onde posta conteúdos sobre seu trabalho e sobre como faz para superar o vício e evitar recaídas.

“Eu dormia pensando em apostar e acordava pensando em apostar. Nestes seis anos, eu enfrentei muitas coisas, mudei com a depressão, uma síndrome do pânico, e graças a Deus eu me libertei disso. Hoje vendo café na rua e, se estou aqui, foi graças a Deus, à minha fé, me apeguei nas pessoas que amo, consegui superar isso, e hoje meu propósito de vida é ajudar pessoas”, relata Gustavo.

“Eu dormia pensando em apostar e acordava pensando em apostar. Nestes seis anos, eu enfrentei muitas coisas, mudei com a depressão, uma síndrome do pânico, e graças a Deus eu me libertei disso. Hoje vendo café na rua e, se estou aqui, foi graças a Deus, à minha fé, me apeguei nas pessoas que amo, consegui superar isso, e hoje meu propósito de vida é ajudar pessoas”, relata Gustavo.

Especialistas afirmam que a facilidade de acesso às plataformas de jogos pelo celular amplia a exposição de jovens às bets. Dados do Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef) mostram que uma em cada cinco pessoas no mundo começa a apostar em jogos online até os 11 anos de idade. O número chega a 78% a partir de 12 anos. Os dados, de 2021, continuam atuais.

É o que indica uma pesquisa deste ano feita no Brasil e divulgada pela Frente Parlamentar Mista de Educação. Entre 1.912 estudantes dos ensinos médio e fundamental, 9,5% fizeram a primeira aposta aos 11 anos. Quase metade dos entrevistados no 3º ano do ensino médio fizeram apostas.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) mostrou que canais voltados ao público infantil exploram a falta de maturidade financeira de crianças e adolescentes para promover apostas ilegais.

A psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, explica que o jovem é mais vulnerável a apelos desse tipo porque o cérebro dele ainda está em construção. Enquanto o núcleo ligado à sensação de prazer e à dopamina funciona em ritmo acelerado, as regiões que controlam os impulsos e avaliam riscos só terminam de amadurecer aos 20 e poucos anos.

“O adolescente sente intensamente o prazer de ganhar uma aposta, mas ele, em contrapartida, ainda não dispõe do aparato para frear o impulso da aposta seguinte”, diz.

Luiz Carlos tem 71 anos e lembra que, quando começou a jogar, na década de 1980, não existia celular. Na época, o vício eram as máquinas de videopôquer. “Saía do jogo 4h, 5h da manhã, socando o painel do meu carro, me machucando, chorando, prometendo que nunca mais voltaria, e no outro dia eu estava lá, jogando novamente.”

”Graças a Deus eu não jogo hoje, porque, se eu jogasse, estava perdido. Na minha época, a gente tinha que sair de casa para jogar. Hoje não precisa mais, você carrega um cassino dentro do seu bolso”, afirma.

A dependência de Luiz Carlos é a mesma de quem aposta online, como Rogério* (53 anos), Rodrigo* (47) e Carla Xavier* (41), também frequentadores do Jogadores Anônimos.

Luiz Carlos está há 15 sem jogar. Carla e Rogério estão há mais de um ano longe do vício, enquanto Rodrigo está há seis meses sem apostar. A abstinência foi conquistada graças à irmandade Jogadores Anônimos.

Segundo Carla, o grupo tem recebido principalmente pessoas que já perderam tudo por causa de apostas. “[Elas] já não tem mais onde pedir ajuda. Então já estão desacreditadas da vida, já estão pensando em suicídio, estão devendo para um monte de gente. Essas são as pessoas que procuram o grupo. E, com as apostas online, isso cresceu demais, porque está tudo na palma da mão hoje.”

Relatório do IBICT concluiu que pelo menos 24 milhões de brasileiros apostaram em bets em 2024, sendo que quase metade ficou endividada.

São muitos os relatos de quem passou pelo problema, como Rogério, que frequenta a irmandade Jogadores Anônimos. Ele diz que no começo as apostas pareciam inofensivas. Percepção que mudou quando elas começaram a controlar a vida dele de forma negativa.

“Começaram a comprometer o meu orçamento, dificultar o pagamento das minhas contas, comecei a comprometer a minha renda.”

Segundo o diretor do IBICT, Tiago Braga, as apostas online não são um investimento, mas um gasto. O descontrole aumenta o risco.

“Quanto mais você aposta ou quanto mais você gasta recursos com a aposta, menos você terá recursos para o seu futuro. E isso a gente está falando de questões do cotidiano como aluguel, comida, vestuário, educação.”

“Quanto mais você aposta ou quanto mais você gasta recursos com a aposta, menos você terá recursos para o seu futuro. E isso a gente está falando de questões do cotidiano como aluguel, comida, vestuário, educação.”

Ele aponta ainda o risco de “de ideação suicida associada ao endividamento por jogo.”

Pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) aponta que 34% dos entrevistados afirmaram que precisariam parar de gastar com apostas para conseguir iniciar uma graduação em 2026.

Entre aqueles que já estão no ensino superior, 14% relataram ter atrasado as mensalidades ou trancado o curso por causa dos gastos com bets.

Para o diretor-geral da ABMES, Paulo Chanan, os dados são um alerta importante, mas não se pode generalizar o comportamento dos jovens. O que é possível afirmar, segundo ele, é que, para uma parcela relevante deles, o dinheiro destinado às apostas interfere diretamente em decisões relacionadas à educação, o que cria uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior.

A pesquisa mostra ainda que 34% afirmaram ter deixado de investir em cursos, idiomas ou outras formas de aprendizado por causa dos gastos com apostas. Outro dado: 33% deixaram de investir em academia ou atividades físicas.

Segundo Paulo Chanan, as instituições de ensino podem contribuir com informação, prevenção, orientação, acolhimento e encaminhamento adequado quando necessário, já que o tema passou a fazer parte de uma realidade social que também chega ao ambiente acadêmico.

O diretor-geral frisa que as instituições não podem ser responsabilizadas sozinhas pelo enfrentamento do problema. Para ele, deve haver uma atuação conjunta que envolva educação, saúde, comportamento, regulação e políticas públicas.

O estudo da ABMES não avaliou indicadores de desempenho acadêmico nem de saúde mental.

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Para aumentar o rigor em relação às plataformas, o governo federal sancionou, em setembro de 2025, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). Conhecido como Lei Felca, o ECA Digital entrou em vigor em março de 2026 e atualizou a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual com novas regras para aplicativos, jogos e redes sociais.

Para o advogado especialista em direito digital Felipe Moreira, a maior novidade é a responsabilidade compartilhada entre as plataformas, as famílias e o próprio Estado.

Moreira ressalta ainda a criação de mecanismos de aferição de idade confiáveis, “não mais sendo possível aquela utilização de sou maior de 18 anos com um simples clique, a criação de verificação de padrões de segurança maiores também nesses jogos e, em especial, a criação de mecanismos de fiscalização por parte dos pais das atividades que vêm sendo desenvolvidas por seus filhos.”

Antes, para entrar em sites restritos, bastava digitar uma data de nascimento, que podia ser falsa, para atestar a idade. Agora, quem tem menos de 18 anos não pode apostar online, e menores de 16 anos só podem usar redes sociais vinculados a responsáveis.

O ECA Digital proíbe também o acesso às loot boxes, caixas com itens aleatórios pagos, que se assemelham a jogos de azar.

A advogada Luana Mendes diz que o controle parental não significa apenas um não, mas educação digital. Ela destaca a importância de ensinar a criança a identificar situações perigosas, a não fornecer informações pessoais, não conversar com desconhecidos e denunciar comportamentos abusivos.

Luana ressalta que estabelecer uma relação de confiança com a criança é fundamental para que ela possa “se sentir segura a ponto de procurar um adulto quando alguma situação dentro do jogo, dentro do ambiente digital, gerar medo e desconforto.”

O estatuto também amplia a responsabilidade das instituições de ensino, que devem reforçar a cidadania digital e podem ser responsabilizadas em caso de omissão diante de cyberbullying. Influenciadores mirins não podem fazer publicidade velada.

A psicóloga Mariana Kehl avalia que a publicidade feita por influencers é um risco, sobretudo para crianças e jovens.

“Quando o anúncio vem na voz de um influenciador que esse jovem acompanha diariamente, ele não é processado como publicidade. Ele é processado como uma recomendação de alguém de confiança, o que rebaixa as defesas críticas que qualquer consumidor adulto poderia mobilizar diante de um comercial tradicional.”

“Quando o anúncio vem na voz de um influenciador que esse jovem acompanha diariamente, ele não é processado como publicidade. Ele é processado como uma recomendação de alguém de confiança, o que rebaixa as defesas críticas que qualquer consumidor adulto poderia mobilizar diante de um comercial tradicional.”

Tiago Braga, do IBICT, destaca estudo realizado pelo instituto que mostra como influenciadores estavam utilizando o Facebook, o X (antigo Twitter), o TikTok e principalmente o YouTube para estimular jovens e crianças a apostar online.

Para o advogado Felipe Moreira, a legislação é suficiente, mas a regulamentação da lei precisa ser cumprida e observada tanto pelo Poder Público, no âmbito fiscalizatório, quanto pelas empresas que atuam no setor.

*Sobrenome omitido a pedido dos entrevistados.

Colaborou Luciene Cruz

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