O candidato a deputado estadual Walter Alves aparece mais uma vez liderando a nominata do MDB e é o segundo nome mais citado para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) em nova pesquisa de intenção de voto espontânea divulgada hoje (1º).

O levantamento, realizado pelo instituto Media, ouviu 2 mil eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Na pesquisa espontânea, os entrevistados não recebem uma lista de candidatos e precisam citar, de memória, em quem pretendem votar. Estar entre os primeiros colocados nesse cenário demonstra o grau de conhecimento e reconhecimento de Walter junto ao eleitorado potiguar.

A pesquisa Media/O Potengi foi realizada entre os dias 25 e 30 de agosto de 2026. Foram ouvidos 2.000 eleitores potiguares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número RN-02043/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

Outras pesquisas

O desempenho de Walter Alves não se limita ao levantamento do instituto Media. Em outras duas pesquisas espontâneas divulgadas hoje, o candidato também aparece entre os nomes mais lembrados para a Assembleia Legislativa.

Na pesquisa Qualittá, Walter é o terceiro mais citado. O instituto ouviu 1.200 pessoas entre os dias 27 e 31 de agosto. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número RN-06751/2026.

Já na pesquisa Parla Mentors/Portal Gazeta RN, Walter também aparece entre os candidatos mais citados. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do estado, entre os dias 23 e 27 de agosto. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no Tribunal Regional Eleitoral é RN-09908/2026.

A agricultura familiar concentrou 72% do crédito rural concedido no Rio Grande do Norte nos 12 meses encerrados em julho deste ano, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O volume total foi de R$ 716,77 milhões, representando uma alta de 31% em relação aos R$ 546,57 milhões registrados no período anterior. No total, o crédito rural concedido no Estado cresceu 9%, passando de R$ 910 milhões para R$ 991 milhões.

Os dados são do Banco Central e reúnem operações realizadas por instituições públicas e privadas. Além da agricultura familiar, também tiveram destaque os crescimentos registrados pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF/FTRA), que passou de R$ 3,40 milhões no ciclo anterior para R$ 4,90 milhões até julho de 2026, e no Funcafé, cujos recursos saltaram de R$ 1,80 milhão para R$ 4,50 milhões.

O economista Helder Cavalcanti avalia o crescimento de 9% positivamente, sobretudo pelo fato de que a maior parte dos recursos está chegando para uma parcela da economia rural em que a “produção, renda familiar e desenvolvimento local estão profundamente interligados”.

“Na agricultura familiar essa dimensão é ainda mais relevante, porque muitas vezes o orçamento da propriedade e o orçamento da família praticamente se confundem. A decisão de financiar uma máquina, ampliar a produção ou investir em irrigação interfere diretamente na segurança financeira daquela família”, observa o economista.

O Consultor de Negócios Agro da Central Sicredi Nordeste, Marcos Barbosa, explica que além de gerar liquidez imediata e movimentar a cadeia do setor, o crédito rural contribui para o fortalecimento da segurança alimentar no Estado.

Ele observa ainda que o avanço na concessão do crédito, impulsionado pelo salto de 31% no Pronaf, reflete o fortalecimento de políticas voltadas ao pequeno produtor e a atuação mais próxima das instituições financeiras públicas e privadas no interior do RN.

“Houve uma reestruturação da demanda: enquanto financiamentos tradicionais e linhas voltadas a médios produtores, como o Pronamp, apresentaram acomodação, a agricultura familiar assumiu o protagonismo”, completa.

Para Helder Cavalcanti, apesar do crescimento no crédito ser um indicador que pode antecipar uma expansão da atividade agropecuária, esse movimento não reflete um aumento automático da produção. “Sob a ótica econômica, precisamos saber onde esse dinheiro está sendo aplicado e quais resultados está produzindo.

Parte do aumento do financiamento pode representar novos investimentos e ampliação da produção, mas outra parte pode simplesmente refletir custos maiores de insumos, equipamentos e custeio”, completa o economista.

De acordo com Marcos Barbosa, dados detalhados das linhas de crédito mostram que o investimento em tecnologia e inovação teve alta expressiva no período no RN. “Os recursos do Inovagro cresceram 45,4%, atingindo R$ 1,10 milhão. Vemos também movimentos importantes para a diversificação das atividades regionais, como o salto nos recursos do Funcafé”, destaca.

De acordo com a superintendência do Banco do Nordeste (BNB) no RN, o perfil de agricultor familiar no estado é predominantemente Pronaf grupo B, atendido pelo programa de microfinança rural da entidade, o Agroamigo. O incremento, segundo a instituição, se deu, em parte, pelo crescimento do número de produtores atendidos, mas principalmente pelo aumento nos limites para a tomada de crédito do Pronaf.

“Hoje, uma família devidamente regularizada no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, o CAF, que é o documento oficial de identificação e qualificação do Pronaf B, pode tomar até R$ 69 mil junto ao Agroamigo”, afirma o superintendente do BNB/RN, Jeová Lins.

Já no grupo Pronaf V, para famílias com renda anual de até R$ 360 mil, o limite sobe para R$ 100 mil. Fora do Agroamigo, o BNB oferece ainda recursos do Pronaf A, para famílias assentadas em projetos de Reforma Agrária, com R$ 58 mil, incluindo o valor da Assistência Técnica (R$ 3 mil).

O banco observa também que, apesar do cenário de estiagem e necessidade de se implantar ações de convivência com o Semiárido, o cenário de inadimplência é baixo, girando em torno de 2% no Agroamigo.

“Nossa adimplência com o Agroamigo supera os 98%. O agricultor familiar, como toda pessoa humilde, é um bom pagador. Já disseram que quem tem pouco, gosta de zelar o pouco que tem. E ter o nome limpo é valioso para os agricultores”, finaliza Jeová Lins.

Os bancários do Rio Grande do Norte aprovaram, em assembleia realizada nesta terça-feira (1º), a deflagração de uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (8). A categoria rejeitou a proposta apresentada nas negociações com os bancos, que prevê o reajuste de 0,6%, considerada insuficiente pelo Sindicato dos Bancários do RN (SEEB-RN).

Segundo Juvêncio Hemetério, representante do sindicato, a decisão foi tomada diante do entendimento de que a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não atende às reivindicações dos trabalhadores. Dentre as demandas da categoria estão o reajuste salarial de até 5%, aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além da valorização de benefícios, como o vale-alimentação.

“Lucro e dinheiro tem para pagar as nossas propostas. Por que não fazem? Nem o governo Lula, que está escondido atrás da Fenaban, nem a Fenaban […] Essa proposta é ruim, é rebaixada e é por dois anos. Então, chamem, rejeitem essa proposta e marquem assembleia, porque a categoria quer luta”, afirmou Juvêncio.

Uma nova assembleia está marcada para esta sexta-feira (4), às 18h, na sede do Sindicato dos Bancários, localizada no bairro de Petrópolis, zona Leste de Natal, para a preparação da greve.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.052 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (1º). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 41 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 16 – 30 – 40 – 47 – 48 – 60

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (3), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (31) dois decretos que tratam dos direitos dos consumidores em eventos públicos. As medidas estabelecem novas regras para a comercialização e a revenda de ingressos, para combater o cambismo digital e também garantir acesso gratuito à água potável em eventos com mais de mil pessoas. 

O primeiro decreto sobre venda de ingressos regulamenta dispositivos do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) e da Lei da Meia-Entrada (Lei nº 12.933/2013) para proteger os consumidores das práticas abusivas e fraudulentas na comercialização de ingressos, com o objetivo de barrar a compra massiva de ingressos por meios automatizados, o chamado cambismo digital.

A medida busca coibir a abusividade de preços, taxas e outras condições de venda de ingressos, bem como assegurar o acesso ao benefício da meia-entrada, tanto nas vendas física e digital. Caberá às bilheterias adotar mecanismos para impedir compras massivas, que visam inflacionar o preço das entradas.

Eventos com grande fluxo de público poderão utilizar mecanismos como filas virtuais, pré-cadastro e limite de ingressos por consumidor. A exceção fica para os eventos esportivos, que já têm lei regulamentadora própria.

“Preços e taxas adicionais devem ser informados de forma clara e visível em todas as etapas da compra. Também fica vedada a inclusão automática de serviços ou taxas sem que o consumidor tenha sido previamente informado e concordado com a cobrança”, explicou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Além disso, a norma considera abusivas práticas que reduzam ou dificultem o acesso à meia-entrada, inclusive limitação artificial da quantidade de ingressos, obstáculos operacionais, tecnológicos ou cadastrais excessivos e cobrança de taxas que dificultem o acesso ao benefício.

Ingressos promocionais não poderão ser contabilizados para o cumprimento do percentual legal destinado ao benefício.

O segundo decreto cria uma regra para determinar que grandes eventos, com mais de 1 mil pessoas, deverão garantir acesso à água potável para o público, com a obrigatoriedade de existência de pontos de distribuição gratuita. O decreto também permite ao público a entrada nos eventos com água.

A medida vale para diferentes tipos de eventos, a exemplo de festivais, congressos, conferências, feiras, shows, entre outros, e de sua realização em locais abertos ou fechados. O descumprimento das disposições sujeita os responsáveis às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, sem prejuízo das demais sanções cabíveis.

Criado pela reforma tributária, o Imposto Seletivo (IS), apelidado como “imposto do pecado”, deverá arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027. A previsão foi incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.

O tributo será aplicado a produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Entre eles estão cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, alguns tipos de veículos, além da extração de bens minerais, loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

A cobrança começa em 2027, mas a regulamentação do imposto ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. O governo ainda não enviou a proposta específica que definirá as regras de funcionamento do tributo.

A lista prevista para o Imposto Seletivo inclui:

•    Cigarros e outros produtos de tabaco;

•    Bebidas alcoólicas;

•    Refrigerantes e outras bebidas açucaradas;

•    Veículos, conforme características e nível de emissão de poluentes;

•    Extração de bens minerais;

•    Loterias e apostas;

•    Bets e fantasy sports.

Segundo o Ministério da Fazenda, a estratégia inicial é preservar, durante o período de transição, uma carga tributária semelhante à atualmente aplicada aos produtos. Em uma etapa posterior, as alíquotas poderão ser elevadas pelo chamado efeito regulatório, com o objetivo de desestimular o consumo de produtos considerados nocivos.

Em entrevista coletiva para explicar o PLOA de 2027, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a estimativa de arrecadação busca preservar a carga atual incidente sobre setores que são tributados pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No caso das apostas, a tributação será uma novidade, porque as chamadas bets não estão sujeitas ao IPI. Segundo Durigan, o governo pretende evitar uma alíquota tão baixa que seja irrelevante ou tão alta que estimule a migração das plataformas para a ilegalidade.

O governo utiliza também argumentos relacionados aos custos provocados pelo consumo desses produtos para justificar a tributação.

Segundo o Ministério da Saúde, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estimou que o consumo de álcool gerou, em 2019, R$ 18,8 bilhões em custos. Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a despesas federais diretas com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS.

No caso do tabagismo, as doenças relacionadas ao consumo de cigarros geram R$ 153,5 bilhões em custos anuais, segundo estimativa do Ministério da Saúde. O valor inclui despesas diretas e perdas de produtividade.

Os números apresentados pelo Ministério da Saúde mostram ainda que:

•    R$ 86,3 bilhões são custos indiretos associados ao tabagismo;

•    R$ 8 bilhões são arrecadados anualmente em tributos federais sobre cigarros;

•    R$ 3 bilhões são os custos estimados ao SUS com doenças relacionadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes.

O Imposto Seletivo integra o novo sistema de tributação sobre o consumo aprovado pelo Congresso em 2023 e regulamentado posteriormente. A implementação ocorrerá de forma gradual, com transição prevista até 2033.

A partir de 2027, o IS passará a coexistir com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No Orçamento de 2027, o governo estima R$ 636 bilhões de arrecadação com a CBS. Somados aos R$ 41,9 bilhões previstos para o Imposto Seletivo, os dois novos tributos devem gerar R$ 677,9 bilhões no próximo ano.

A previsão de receitas com os novos tributos é considerada importante para o equilíbrio das contas públicas durante a transição para o novo modelo tributário.

Produtores dos segmentos atingidos pelo Imposto Seletivo alegam que cigarros, bebidas alcoólicas e outros produtos têm elevada carga tributária no Brasil.

Representantes do setor avaliam que aumentos adicionais podem reduzir margens de lucro e provocar repasses aos preços. Também apontam riscos de demissões e crescimento do mercado ilegal caso a tributação seja considerada excessiva.

O governo, por outro lado, sustenta que o Imposto Seletivo terá não apenas função arrecadatória, mas também regulatória, justamente para reduzir o consumo de produtos com impactos negativos sobre a saúde e o meio ambiente.

Agência Brasil

Entidades que representam os setores de comércio, serviços e turismo estão pedindo que a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 não seja votada pelo Senado antes das eleições. O pedido faz parte de uma campanha nacional lançada neste fim de semana, nos dias 29 e 30 de agosto.

A campanha é liderada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), junto a federações e sindicatos ligados ao setor. A entidade defende que uma mudança nas regras da jornada de trabalho seja discutida com mais tempo e não seja aprovada de forma acelerada.

A escala 6×1 é o modelo em que o trabalhador atua por seis dias e tem um dia de folga. A proposta em discussão no Congresso prevê mudanças na jornada de trabalho e o fim desse formato.

Entidades apontam possíveis impactos

Segundo a CNC, uma alteração na jornada pode aumentar os custos das empresas, principalmente porque o comércio e os serviços empregam grande quantidade de trabalhadores nesse regime.

A entidade afirma que, entre os possíveis efeitos, estão aumento dos preços para os consumidores, redução de vagas formais e crescimento da informalidade.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que a entidade não é contra a discussão sobre melhores condições de trabalho, mas defende que uma mudança desse tamanho seja analisada com cuidado.

Para ele, a negociação entre trabalhadores e empregadores por meio de convenções coletivas seria uma alternativa para considerar as diferenças entre setores e regiões.

Fecomércio RN defende negociação

No Rio Grande do Norte, o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, também defendeu que a discussão considere as diferentes realidades das empresas.

Segundo ele, comércio, serviços e turismo possuem características distintas e uma regra única poderia afetar principalmente pequenos negócios, empregos e preços.

“A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, afirmou.

A campanha também cita outros fatores que, segundo as entidades, aumentam a pressão sobre as empresas, como juros elevados, crédito mais caro, endividamento das famílias e dificuldades enfrentadas por empresas.

O Sistema Comércio pede aos senadores que a discussão seja ampliada e que uma eventual mudança na jornada seja feita de forma gradual, por meio de negociação entre trabalhadores e empregadores.

A proposta ainda está em discussão no Congresso Nacional.

A força da nação bacurau tomou conta das ruas de Nova Cruz neste domingo (30). Em uma grande mobilização política, centenas de pessoas foram às ruas para reafirmar o apoio à candidatura de Walter Alves a deputado estadual, ao lado do prefeito Joquinha Nogueira e do ex-prefeito Flávio de Beroi.

A programação começou ainda pela manhã, com um grande adesivaço que mobilizou a cidade. Mais de mil veículos receberam adesivos de Walter Alves, numa demonstração da força e da organização do grupo político no município.

No fim da tarde, a mobilização ganhou as ruas de Nova Cruz. Mesmo debaixo de chuva, centenas de pessoas participaram da caminhada ao lado de Walter Alves, Joquinha Nogueira e Flávio de Beroi, percorrendo as principais ruas da cidade e levando a mensagem de apoio à candidatura de Walter.

Ao final da caminhada, Walter Alves destacou a força da mobilização e agradeceu a demonstração de confiança dos nova-cruzenses. “Assanharam os bacuraus e eles estão nas ruas para mostrar que têm força e estão com Joquinha, Flávio e Walter Alves”, afirmou Walter, que fez seu discurso debaixo de chuva.

As mulheres representam 34,85% das candidaturas registradas para as eleições de 2026, segundo dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual mostra avanço em relação às eleições anteriores, mas ainda está distante da paridade de gênero nos espaços de poder.

Dos 20.560 registros de candidaturas considerados pelo TSE, 7.165 são de mulheres, enquanto 13.395 pertencem a homens, que correspondem a 65,15% do total.

Em 2022, as mulheres representaram 33,8% das candidaturas. O crescimento observado neste ano ocorre em um cenário de aplicação das regras de cotas partidárias e de mecanismos de financiamento público destinados às candidaturas femininas e plurirraciais.

Mulheres são maioria entre os eleitores

Apesar de representarem 52,8% do eleitorado brasileiro, o equivalente a aproximadamente 83,9 milhões de eleitoras aptas a votar, as mulheres ainda são minoria entre os candidatos.

A participação feminina também varia de acordo com o cargo disputado e é mais concentrada nas eleições proporcionais, como as disputas para as casas legislativas.

Participação feminina por cargo

  • Deputadas federais, estaduais e distritais: 35,3% das candidaturas;
  • Governos estaduais: 16,4%, com apenas 32 mulheres na disputa;
  • Presidência da República: 15,4%, com duas candidatas titulares na disputa pelo Palácio do Planalto.

As eleições proporcionais concentram a maior participação feminina, impulsionada principalmente pelas cotas partidárias obrigatórias.

Uma nova vacina contra o tabagismo está sendo desenvolvida em um laboratório farmacêutico em Itapira (SP). A proposta inovadora do imunizante é impedir que a nicotina chegue ao cérebro, bloqueando a liberação de dopamina e a consequente sensação de prazer que alimenta o vício. Diferente de outras tentativas ao redor do mundo em que a nicotina, por ser uma molécula pequena, passava despercebida pela corrente sanguínea, a nova fórmula une a molécula de nicotina a uma molécula maior. Com essa junção, o organismo passa a identificar a substância como um perigo e estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos. Esses anticorpos capturam a nicotina ainda na corrente sanguínea, impedindo que ela atinja o cérebro.

Dessa forma, ao fumar ou utilizar dispositivos eletrônicos (vapes), o usuário não recebe o estímulo químico de prazer no cérebro, perdendo gradativamente a vontade de tragar. Segundo pneumologistas, os tratamentos atuais disponíveis mimetizam a nicotina ou focam em diminuir a vontade e aliviar os sintomas de abstinência; por isso, uma nova terapia que impeça diretamente a chegada da substância ao cérebro é vista como altamente conveniente para que o paciente não continue dependente.

A pesquisa já conta com um ano e meio de duração e, até o momento, os testes foram realizados exclusivamente em animais. Os primeiros resultados se mostraram altamente promissores, confirmando a produção de anticorpos específicos e a capacidade de prevenir a dependência da nicotina. Os estudos iniciais apontam que o tratamento completo deve ser composto por três doses aplicadas com intervalo de um mês. Atualmente, ainda não há uma estimativa de preço para a comercialização do imunizante. Se todas as fases de testes em humanos forem bem-sucedidas, a previsão é que a vacina esteja disponível para o público em 2030.

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