Pelo menos cinco pessoas foram presas e 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio Grande do Norte nesta terça-feira (9) em uma operação contra um grupo criminoso que se passava por chefe de uma empresa para aplicar golpe em uma funcionária.
A operação “Interface” foi comandada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, no Rio Grande do Sul, onde fica a empresa vítima do golpe, e cumpriu mandados de prisão, além do RN, no Mato Grosso.
Os mandados no RN foram cumpridos em São Gonçalo do Amarante, Parnamirim e em Natal – no bairro Bom Pastor, na Zona Oeste da capital.
Ao todo, foram expedidos 60 mandados judiciais de busca e apreensão e 27 mandados de prisão para serem cumpridos nos dois estados (MT e RN). Os nomes dos presos não foram divulgados.
Os crimes investigados são de estelionato qualificado por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O somatório das penas máximas para esses crimes pode ultrapassar 26 anos de reclusão.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos criavam perfis falsos de empresários e, a partir disso, conseguiam que pessoas do setor financeiro, subordinadas a esse empresário, fizessem transferências de recursos da empresa.
Os criminosos usavam engenharia social e perfis falsos em aplicativos de mensagens (com nome e foto do presidente da empresa) para induzir funcionários do setor financeiro a realizar transferências urgentes, segundo a polícia.
Os criminosos conseguiram enganar a gerente financeira da empresa.
“O pedido de pagamento era usual. Ela não desconfiou. E a forma como eles abordaram ela, a engenharia social foi muito bem feita, era realmente a forma como esse presidente solicitava os pagamentos”, explicou a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.




















