O surto alimentar que adoeceu 500 presos em três penitenciárias de Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, no mês de junho, foi causado pela presença das bactérias Salmonella spp. (a salmonela), e Escherichia coli no cuscuz.
É o que aponta o laudo da Polícia Científica, com informações do Laboratório Central de Saúde Pública do RN (LACEN-RN), ao qual a Inter TV Costa Branca teve acesso nesta quarta-feira (30). A intoxicação aconteceu na Cadeia Pública de Mossoró e nas alas feminina e masculina do Complexo Mário Negócio.
A empresa responsável pelas marmitas, a Líder Refeições, questionou o método de coleta das amostras, alegando não ter sido o ideal, e citou a possibilidade de contaminação em ambientes insalubres.
A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) informou que instaurou procedimento administrativo em relação à empresa e que fiscaliza permanentemente a prestação do serviço.
Presos tiveram diarreia e vômito
Segundo o laudo, Salmonella spp. e Escherichia coli têm reconhecida relevância em saúde pública e são capazes de produzir doença gastrointestinal. Os alimentos coletados pela Vigilância Sanitária de Mossoró para análise foram salsicha, feijão, cuscuz e arroz.
Os presos apresentaram, predominantemente, diarreia e vômitos após o consumo dos alimentos, havendo também referência a apenados com febre.
Segundo o laudo, a salmonelose não tifoide, causada pela salmonela, se manifesta exatamente por esses sintomas, aliados à dor abdominal e mal-estar. Os sintomas podem iniciar entre 6 e 72 horas após a ingestão do alimento contaminado.




















